<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841</id><updated>2011-04-21T22:35:24.551-07:00</updated><title type='text'>Contos de uma terra onde Juvenar é rei. Saravá!</title><subtitle type='html'>Muitos contos em um. Leia de baixo para cima para entender. Ou não.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>MaWá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11872899320375069125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841.post-114486198780412430</id><published>2006-04-12T10:05:00.000-07:00</published><updated>2006-04-12T10:13:07.813-07:00</updated><title type='text'>Raiva</title><content type='html'>"Como assim melhor colheita, Renan? Tá delirando? Onde é que você vai colher maracujá?"&lt;br /&gt;A pergunta do cozinheiro metido a besta cortou os sonhos de Renan com Jucilene. E o fez sentir ainda mais raiva daquele branquelo metido a besta, que aprendeu a cozinhar olhando em livro. Sua mãe nunca leu livro nenhum, nunca soube ler, mas fazia um almoço mil vezes melhor que o dele. O faxineiro teve vontade de responder de onde tinha colhido de verdade aqueles maracujás que carregava no saco. Que eles vinham do banheiro, que nasceram dos vasos roxos. Pensando bem, aquilo era tão irreal que, se ele contasse, aquele imbecil não acreditaria mesmo.&lt;br /&gt;"Colhi aqui agora mesmo, do banheiro. Eles nasceram destes vasos roxos".&lt;br /&gt;O galego caiu na gargalhada. "Renan, você deu de beber? Onde já se viu colher maracujá no banheiro? Eu sei o que você foi colher no banheiro...", e saiu, dando as costas, para a cozinha. E Renan ficou lá, em pé, motivo de chacota, mais uma vez na vida. Agora, deu tanta raiva que a vontade dele era jogar aquele saco cheio de maracujás no lixo, junto com aquele imundície do banheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25614841-114486198780412430?l=perguntainutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/114486198780412430/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25614841&amp;postID=114486198780412430' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114486198780412430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114486198780412430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/2006/04/raiva_12.html' title='Raiva'/><author><name>Lost, lost, lost</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00662442700724369104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841.post-114444748837771727</id><published>2006-04-07T15:04:00.000-07:00</published><updated>2006-04-07T15:04:48.380-07:00</updated><title type='text'>Nem parece que tava limpando banheiro</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Príncipe ou sapo, precisava era sair logo do banheiro e dar um jeito para que ninguém percebesse o seu saco cheio. Quer dizer, o saco que estava cheio de maracujás, não que ele estivesse de saco cheio, afinal aquilo era uma benção. Escondeu a tesoura dentro de um bolso da camisa para que ninguém visse e saiu carregando o saco e assobiando. É engraçado isso. Pessoas que na verdade não querem atrair atenção começam a assobiar e a olhar para os lados, o que chama mais atenção ainda. Não deu nem um minuto para o cozinheiro falar: “A noite foi boa ontem, né, Renan. Tá todo feliz aí... Nem parece que tava limpando banheiro”. Mal sabia que o banheiro continuava do jeito que estava, nem mais limpo nem mais sujo, somente sem os maracujás. Renan sorriu para baixo e continuou caminhando. O cozinheiro insistiu: “Conta o que aconteceu ontem, Renan. Foi aquela cabrocha do Ceará que te encantou?”. Renan, que não sabia dizer não, parou e deixou o saco no chão, encostado ao lado do balcão de madeira e começou a contar, com brilho nos olhos. “Foi sim, seu Mário. Foi a Jucilene. Dei um presente a ela, uma dúzia de maracujás, daqueles da melhor colheita.” Ela abriu o sorriso que só. E ficou toda envergonhada. Terça-feira não era dia de ganhar presente, se nem aniversário era. Feliz e contida, foi até a cozinha. “Sente-se, Renan, fique à vontade enquanto eu preparo um suco”. Enquanto Renan observava o sofá marrom contrastando com a parede verde-água, Jucilene abria os maracujás pensando em como o rapaz era educado. Era até bonitinho. E muito bom moço. “Tome, Renan, veja se o açúcar está bom”. Renan tomou num gole só, cheio de sede e de elogios. Mesmo que estivesse ruim, nunca diria isso. Seu objetivo era ver Jucilene feliz. E de preferência, ao seu lado.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25614841-114444748837771727?l=perguntainutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/114444748837771727/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25614841&amp;postID=114444748837771727' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444748837771727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444748837771727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/2006/04/nem-parece-que-tava-limpando-banheiro.html' title='Nem parece que tava limpando banheiro'/><author><name>MaWá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11872899320375069125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841.post-114444735363770710</id><published>2006-04-07T15:01:00.000-07:00</published><updated>2006-04-07T15:02:33.640-07:00</updated><title type='text'>Maracujá ali?</title><content type='html'>&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;E Renan tinha era que dar um jeito naqueles maracujás que continuavam a crescer nos banheiros. Aquilo não tinha cabimento. Mas cortou, um a um, e guardou todos na cesta. Tirou os ramos que se espalharam e quase saíram pelas janelas dos banheiros, os colocou em um saco escuro de lixo. Pronto, tudo parecia limpo. Mas, o que ia fazer com aquelas frutas? Se levasse para a cozinha, o que diria aos cozinheiros? Que colheu no banheiro? Que comprou na feira? Mas, com que dinheiro? Ele era o faxineiro, ele não comprava nada. Bom, podia levar aquilo tudo de fruta pra casa. Mas onde ia guardar aquilo? Podia fazer suco, mousse, bolo, dar maracujá pras vizinhas, bom, podia dar uma boa quantidade para aquela vizinha bonita, que chegou do Ceará dias desses e sempre o cumprimenta com um sorriso. Era isso, ia oferecer um monte de maracujá para ela, com pretexto para puxar conversa. E aí ela podia fazer doce, mousse, bolo e oferecer pra ele. E ele iria à casa dela, saberia se ela está trabalhando ou não, se deixou alguém no Ceará, se já tem alguém aqui, ou se o alguém dela aqui poderia ser ele... Ah, deixa aqueles cozinheiros frescos comprarem o maracujá na feira, no ceasa, em qualquer lugar. Aqueles que ele tinha pego já eram dele.&lt;br /&gt;Mas, e quando perguntassem de onde ele pegou? Não ia dar pra dizer a verdade. O povo ia dizer que ele tava doido. Talvez de tanto trabalhar. Podia até ser. Aliás, nem ele podia pensar muito sobre aquela situação ridícula: uma tesoura, um cesto, um saco de lixo. Mas tudo isso num banheiro, por conta de um vaso roxo. Será que aqueles maracujás fariam mal? Ou será que eles fariam bem? Eles fariam a Jucilene, a vizinha do Ceará, olhar pra ele como quem olha um príncipe?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25614841-114444735363770710?l=perguntainutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/114444735363770710/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25614841&amp;postID=114444735363770710' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444735363770710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444735363770710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/2006/04/maracuj-ali.html' title='Maracujá ali?'/><author><name>Lost, lost, lost</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00662442700724369104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841.post-114444721467958997</id><published>2006-04-07T14:59:00.000-07:00</published><updated>2006-04-07T15:00:14.680-07:00</updated><title type='text'>O sertão vai virar mar</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Começou a cortar os maracujás. Um a um, com uma cestinha ao lado para armazenar. Sentia-se no campo, na época da colheita – e que colheita! Imagine só se isso acontece lá na Bahia. De repente, maracujá brotando como se fosse onda no mar. Ninguém de lá conhecia direito o mar, mas todos sabiam que o mar sempre tinha onda, era uma coisa que nunca parava. Assim como os maracujás. Então correria o boato: tá dando maracujá que nem onda no mar. Hã? É, isso mesmo, maracujá no mar do sertão. O quê? Impossível. Pois me escute: o sertão vai virar mar. Eita que esse povo é doido, viu. E onde já se viu sertão virar mar? Não, não é mar. É mar...acujá. É maracujá que tá dando lá pelo sítio da família. E parece que eles mesmos não conseguem colher tudo. Estão precisando de ajuda. Então todos os pais de família deixaram suas casas, depois do abraço nos filhos e o beijo na testa suada e marcada das mulheres para colher maracujá, lá onde o sertão virou mar. Andavam em procissão, era um grande acontecimento. Deu até prefeito por lá pra fazer campanha política. Teve um, desses que têm até televisão, que disse que foi ele que encomendou as frutas - do Iraque. É cada uma que se escuta por aí. Onde já se viu encomendar maracujá do Iraque? Não é lá que as mulheres andam cobertas? Deve ter ouvido isso em algum canal da televisão. Mas, de qualquer jeito, eles não iriam mandar maracujás para cá. Não faz sentido. Se bem que não faz o menor sentido o sertão virar mar. Nem o mar virar sertão. Na verdade, nem o vaso roxo fazia sentido. Mas tinha que voltar seus pensamentos para ele, já que, mesmo sem sentido, era o que estava sendo sentido na hora. E a gente tem que ajeitar primeiro o que está mais perto.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25614841-114444721467958997?l=perguntainutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/114444721467958997/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25614841&amp;postID=114444721467958997' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444721467958997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444721467958997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/2006/04/o-serto-vai-virar-mar.html' title='O sertão vai virar mar'/><author><name>MaWá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11872899320375069125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841.post-114444694548431579</id><published>2006-04-07T14:55:00.000-07:00</published><updated>2006-04-07T14:55:45.486-07:00</updated><title type='text'>Saudade do feijão de corda</title><content type='html'>&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Teve vontade de perguntar se ela conhecia aquilo que comia. Mas não conhecer de responder que era feijão, isso todo mundo via. Mas se ela sabia como nascia o feijão de corda, como escolher o melhor feijão, como preparar. E, principalmente: o quanto era especial a lembrança dele para tanta gente. Ela não estava em almoço de família. Estava com amigos, mas não era a mesma coisa de quando ele foi para o Recife, para aquele jantar de Natal onde ele viu pela última vez o tio Cavalcante e suas histórias fantásticas. Da época em que feijão de corda era sonho de refeição quando almoço era caldo de qualquer coisa engrossado com farinha. Mas o tio Cavalcante conseguiu melhorar de vida. Teve sorte na criação de vacas e bodes, vendeu, revendeu, plantou milho, feijão de corda e conseguiu até montar um comércio. Fez família, sustentou amigos, até se acabar nas dívidas. Outros mercados apareciam, os antigos clientes foram embora para tentar a vida em terras distantes... E só sobrou ele, parte da família e a avó, tão carinhosa quanto era sua mãe e tanta gente que ficou lá, no interior. O feijão de corda esteve em tantos almoços que reuniram a família toda... Agora, ele estava naquela mesa da moça de chita. Se fosse o garçom, derrubava todo o feijão naquela mesa, só de raiva. Pra ela saber que aquela comida que ela achava que era moda e pela qual pagou tão caro era coisa farta nas roças do pai e do avô. Que, se ele quisesse, faria um melhor que aquele. Mas Renan era só o faxineiro. E não queria perder o emprego agora. O que ia arrumar depois? De que jeito ia continuar sonhando em voltar para o sertão? Não queria voltar pobre, sem nada. Não ia ser rico como o tio Cavalcante foi. Mas não queria ser pobre como ainda era seu pai. Agora ele tinha que dar um jeito naqueles maracujás que, puxa, já estavam com galhos saindo pelo banheiro. Aquilo só podia ser brincadeira de desocupados. Quando o restaurante já estava vazio, no meio da tarde, pegou uma tesoura e foi até o vaso roxo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25614841-114444694548431579?l=perguntainutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/114444694548431579/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25614841&amp;postID=114444694548431579' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444694548431579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444694548431579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/2006/04/saudade-do-feijo-de-corda.html' title='Saudade do feijão de corda'/><author><name>Lost, lost, lost</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00662442700724369104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841.post-114444671423128221</id><published>2006-04-07T14:51:00.000-07:00</published><updated>2006-04-07T14:51:54.233-07:00</updated><title type='text'>Despedida</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Tudo isso fez ele lembrar de uma história que acontecera uns dias antes. Estava lá no restaurante, preparando um feijão de corda como sua tia fazia. Cozinhando o feijão, veio à memória o Natal que passou lá no Recife, na verdade em Olinda, com a família inteira. Era ocasião especial, a avó já estava doentinha e a família sabia que era a última vez que entoaria o canto do sino de Belém. Por isso, todos pegaram o dinheiro juntado e foram até Recife para dar o abraço merecido. A casa em Olinda denunciava o passado do tio Cavalcante, homem de posses e voz grossa. Casa grande, com dois andares até. Fachada colorida, cuidadosamente arquitetada pela dona artista. Porque, segundo ela, quem mora em Olinda é artista. E se não é, vai virar. Essa mesma dona artista decorou a mesa inteirinha com uma linda toalha branca, tão simples e tão bonita. Pouco a pouco foi chegando a comida: arroz sem sal (porque o tio não pode), bode cozido, bode assado, bacalhau, alguma verdura e o tão esperado feijão de corda. Renan amava aquele feijão. Pense numa comida maravilhosa. Para Renan era o feijão de corda. A imagem daquela mesa repleta de comidas boas, principalmente o feijão; de toda a família reunida; da despedida da avó, que se foi mesmo apenas um mês depois. A família estava certa. Era aquela a hora a de ir ao Recife. Era aquela a hora de reunir a família e mostrar como cada um era importante. Era aquela a hora de ver como é bom comer feijão de corda em momentos únicos. Renan nunca esquecia daquela cena. Mas achava estranho, assim como no caso dos maracujás, lembrar dessa cena justamente quando uma mocinha de saia de chita pedia o feijão. Porque para ela o feijão de corda era apenas um feijão, algo que leu em algum livro ou escutou nas músicas do Lenine.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25614841-114444671423128221?l=perguntainutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/114444671423128221/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25614841&amp;postID=114444671423128221' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444671423128221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444671423128221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/2006/04/despedida.html' title='Despedida'/><author><name>MaWá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11872899320375069125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841.post-114444650992571552</id><published>2006-04-07T14:47:00.000-07:00</published><updated>2006-04-07T14:48:29.926-07:00</updated><title type='text'>O culto ao pobre exótico</title><content type='html'>&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Será que tantas horas de trabalho tinham deixado Renan maluco? Terá sido a cervejinha no boteco no dia anterior? O virado de feijão que ele tentou fazer igual ao que a mãe fazia na Bahia? Não devia ter exagerado naquela pimenta, pensou. Mas ele nunca viu pimenta dar alucinação, vertigem, e nem fazer nascer maracujá. Sempre achou que quem delirava demais era aquele povinho que ia no restaurante onde ele era o cozinheiro: festas regadas a muita bebida e muita coisa estranha, que deixava aquele povo novinho todo caído no chão, passando mal... Não sabia como agüentavam chegar em casa. Eram festas com música boa, mas será que eles gostavam por vontade própria ou porque botaram no som, apenas? Outro dia, vira passar pelas mesas do restaurante uma turma bonita, mas que se enfeiava que dava dó. Tinha até um que era cantor famoso, negro, alto, mas com os cabelos tão desgrenhados quanto os dos doidinhos que corriam e gritavam na poeira do sertão que ele deixou há algum tempo. Aliás, outra coisa que nunca entendeu era como aquela gente toda gastava dinheiro. O restaurante em que ele trabalhava era muito caro, ele, por vontade própria, nunca comeria lá. Comia apenas porque trabalhava e também cozinhava. Ah, mas por vontade própria, ele quer mesmo é juntar dinheiro e voltar pro poeirão de onde veio, que agora tem água encanada, tem luz e tem festa em todo final de semana. E tem os maracujás do quintal da mãe. Mas maracujá tinha ali também, no banheiro, enquanto ele lavava a mão. Como será que eles nasceram ali? Terá sido por causa das vezes em que chorou escondido, de saudades de todo mundo? Da mãe, dos irmãos, do pai e da menina que ficou por lá? São Paulo era terra de meninas bonitas, sempre diziam pra ele. E era mesmo. Mas nenhuma pertencia ao seu mundo. E nem queria saber de suas histórias. Por mais que usassem saias de chita e sandálias rasteiras. Por enquanto, a lembrança mais próxima de sua casa eram os maracujás do banheiro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25614841-114444650992571552?l=perguntainutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/114444650992571552/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25614841&amp;postID=114444650992571552' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444650992571552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444650992571552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/2006/04/o-culto-ao-pobre-extico.html' title='O culto ao pobre exótico'/><author><name>Lost, lost, lost</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00662442700724369104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841.post-114444636096850809</id><published>2006-04-07T14:44:00.000-07:00</published><updated>2006-04-07T14:49:24.746-07:00</updated><title type='text'>Sachê de flores do campo</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);font-family:georgia;" &gt;E já imaginou se você tá lá no restaurante hype, lavando a mão, e respinga água nas flores roxas. E cada vez que alguém lava a mão, cai uma gotinha nas flores. A luz branca do banheiro magicamente ajuda a florzinha. E nasce um pé de maracujá. Começa tímido, quem estava almoçando nem nota. Quem foi só no happy hour até vê uma frutinha pequena, mas acaba achando que é a nova invenção de um jovem designer. Já quem vai na hora do jantar vê o maracujá. Amarelo e enrugado. Acha estranho, será que está na moda colocar frutas no banheiro? Deixa pra lá, é cada uma que inventam...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;No dia seguinte, o banheiro tem vários maracujás. Vão se reproduzindo, dando novos frutos. Tudo cheira maracujá. O banheiro perdeu o odor do sachê de flores do campo (aliás, nunca entendi de qual campo são essas flores!). Agora, o banheiro cheira sertão molhado. O cozinheiro chega de manhã, seu olfato apurado logo percebe a novidade. A preguiça, no entanto, deixa a curiosidade no ar. Quem poderia imaginar que haveria maracujás no banheiro? Devem ser do vizinho. Em seguida, os outros funcionários vão chegando, um a um, sentindo o cheiro. Se confortam com a preguiça, aquela do cacto. Até o momento em que o faxineiro, Renan, vai ao banheiro. E se depara com muitos maracujás, iguais aos que via quando criança no sertão, depois que chovia. Iguais aos que sua mãe usava para fazer suco e doce e comida para os bichos. O que aconteceu ali?&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25614841-114444636096850809?l=perguntainutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/114444636096850809/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25614841&amp;postID=114444636096850809' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444636096850809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444636096850809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/2006/04/sach-de-flores-do-campo.html' title='Sachê de flores do campo'/><author><name>MaWá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11872899320375069125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841.post-114444622640652722</id><published>2006-04-07T14:42:00.000-07:00</published><updated>2006-04-07T14:43:46.406-07:00</updated><title type='text'>Vaso roxo</title><content type='html'>&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;O moleque mexe naquele vaso engraçado, de flores roxas que ele não sabe o nome. Quem trouxe foi o irmão mais velho que foi trabalhar em São Paulo, em restaurante bonito, que só gente rica ia. Assim a mãe falava. O vaso era engraçado, mas mesmo para uma criança pequena essa gente de cidade grande é estranha. Ele vê a mãe cuidar com tanto carinho das plantas que ela cultiva no quintal, vê o pai sair toda manhã pra cuidar da roça, e vê a mãe chorando quando não chove... Se as plantas do quintal e da roça também não sujassem e nem precisassem de água, talvez a mãe não choraria. Mas, se nenhuma planta precisasse de água, o que ia acontecer quando chovesse? O que ia acontecer com os pés de maracujá, e com as flores mais lindas do mundo que ficam dependuradas? Elas são meio roxas como aquelas do vaso engraçado, que nunca suja, mas as flores lá do pé de maracujá também não sujam. Elas ficam bonitas por um tempo, depois parecem que murcham. Mas acabam virando maracujás, aqueles que a mãe tira o suco, faz doce e joga depois o bagaço para as galinhas ou para os porcos. O vaso que estava lá, naquela mesinha, nunca ia dar maracujá.&lt;br /&gt;Mas aquela gente que precisava desses vasos nunca nem deve ter visto pé de maracujá. Porque, pra chegar até eles, é preciso pegar poeira de verdade, da estrada, e não aquela sujeira fabricada, que se compra e que se limpa conforme a moda passa. Por isso, acho que a moda não pega no sertão. O sertão é seco, mas tem flor de maracujá quando chove. E tem pé de manga, tem até flor de mandacaru. Sim, o cacto, lá no sertão, dá flor. Ela é rara. Mas é bonita. Mais que a dos vasos roxos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25614841-114444622640652722?l=perguntainutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/114444622640652722/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25614841&amp;postID=114444622640652722' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444622640652722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444622640652722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/2006/04/vaso-roxo.html' title='Vaso roxo'/><author><name>Lost, lost, lost</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00662442700724369104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841.post-114444599965877720</id><published>2006-04-07T14:39:00.000-07:00</published><updated>2006-04-07T14:39:59.660-07:00</updated><title type='text'>Todo mundo vai querer</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Feias e sujas. Já percebeu que há um grande culto à cultura underground “feia e suja”, mas que no final termina “estranha e limpa”. Aquele estilo meio Cavalera de ser, sou-rebelde-e-vendo-uma-blusa-por-500-reais. Ou seria sou-rebelde-e-COMPRO-uma-blusa-por-500-reais? Ou também aqueles seres que acham que o Seu Jorge inventou o samba. E clamam por uma música que não é deles, que nunca foi, mas que agora toca nas vilas da vida. Aliás, outro ponto contraditório. Hoje em dia, em uma das maiores cidades do mundo, todo mundo quer é se divertir em vilas. É Vila Madalena, Vila Olímpia, Vila Mariana. Um certo espírito provinciano que o nome desse lugares carrega e influencia na imagem de marca. Começa pequeno, como Caraíva na época em que luz, só da Lua. Depois começa a ficar famosinho, fala daqui, fala dali, e as pessoas que compram roupas na Cavalera e veneram o Seu Jorge começam a freqüentar. Daí pronto. Já sai na Vejinha, na VIP, na Folha, com aquele título: “Charme e azaração: ponto descolado atrai paulistanos com decoração minimalista e boa cozinha”. Nos banheiros? Cactos. Porque as flores de plástico sujam, não é? Mas não se preocupe, daqui a pouco um jovem designer vai descobrir um material novo, que será a matéria-prima para orquídeas artificiais roxas. Um material que não suja e que custa caro. Todo mundo vai querer. É imprescindível ter orquídeas artificiais roxas que não sujam. Como assim você não tem? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Será que a moda pega no sertão, já que lá a poeira toma conta? Pense na cena: mãe cozinha inhame, com a panela no fogão. Criança ao lado, apoiada na gaveta aberta da mesinha, que contém um vaso de orquídeas artificiais roxas no tampo.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25614841-114444599965877720?l=perguntainutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/114444599965877720/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25614841&amp;postID=114444599965877720' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444599965877720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444599965877720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/2006/04/todo-mundo-vai-querer.html' title='Todo mundo vai querer'/><author><name>MaWá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11872899320375069125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841.post-114444581807855955</id><published>2006-04-07T14:35:00.000-07:00</published><updated>2006-04-07T14:36:58.336-07:00</updated><title type='text'>Pra vc e eu e todo mundo cantar junto</title><content type='html'>&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Extremamente fácil, como uma música famosa de uma banda que optou por fazer muitos sucessos fáceis. Mas, puxa vida, quem busca conforto não procura cactos. Ninguém cheira estas plantas, não colocam a mão, nada. Não se chega perto do que machuca. Quem sabe eles não ficaram lá como adornos? Enfeitezinho, só pra ninguém dizer que não tem nada por lá. Acho que a reflexão da vida no sertão nunca chegou nem perto dessa gente. Não sabem que, com o castigo do sol, o cacto vira mandacaru e não presta nem pra sombra. Não presta pra nada, mesmo que alguém insista em comer.&lt;br /&gt;Mas é melhor manter a preguiça. Melhor fingir que se cuida de uma planta que não precisa de atenção. E transmutar todos os que estão ao redor em plantas – mas destas, que não requerem água, que vivem com poucos cuidados. O próximo passo poderia ser com flores de plástico. Mas até elas precisam ser limpas de vez em quando. Mas, pelo menos, não manifestam vontade própria. Não morrem quando estão mal cuidadas. Apenas ficam feias e sujas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25614841-114444581807855955?l=perguntainutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/114444581807855955/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25614841&amp;postID=114444581807855955' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444581807855955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444581807855955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/2006/04/pra-vc-e-eu-e-todo-mundo-cantar-junto.html' title='Pra vc e eu e todo mundo cantar junto'/><author><name>Lost, lost, lost</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00662442700724369104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841.post-114444525174468729</id><published>2006-04-07T14:24:00.000-07:00</published><updated>2006-04-07T14:32:36.050-07:00</updated><title type='text'>Consciência: eis a questão</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:100%;color:green;"   &gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Alívio de consciência. Hipocrisia. Era assim que aquele grupo vivia. Sempre em busca do mais fácil, sempre em busca do conforto. Porque ficar desconfortável é muito ruim. Pesa a consciência, dói nos olhos e dá uma sensação de “por fazer”. A maioria deles nunca havia parado para pensar, mas cactos só fazem sucesso porque não precisam de carinho. Não precisam de água, a grande preocupação de alguém que resolve comprar flores. Pense bem. Cactos não são bonitos. Têm espinhos e são duros. Tudo que alguém não quer para si. E alguém vai querer a vida do sertão? Alguém vai querer tomar sopa de cacto porque outra coisa não há? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Mas a preguiça, ah, a preguiça. Reina na hora da escolha: aparentar ou sofrer, eis a questão. Muito mais fácil uma relação que não precisa de alimento. Uma relação que está lá, mas não é um diálogo. É apenas uma constatação. Podre, poderíamos dizer. Fashion, cool, hype. Fácil, simplesmente fácil. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;color:green;"   &gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;color:green;"   &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25614841-114444525174468729?l=perguntainutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/114444525174468729/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25614841&amp;postID=114444525174468729' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444525174468729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444525174468729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/2006/04/conscincia-eis-questo.html' title='Consciência: eis a questão'/><author><name>MaWá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11872899320375069125</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841.post-114444424521280839</id><published>2006-04-07T14:10:00.000-07:00</published><updated>2006-04-07T14:10:45.220-07:00</updated><title type='text'>A pergunta inútil (ou como tudo começou)</title><content type='html'>Pq colocar cactus nos banheiros?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25614841-114444424521280839?l=perguntainutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/114444424521280839/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25614841&amp;postID=114444424521280839' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444424521280839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114444424521280839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/2006/04/pergunta-intil-ou-como-tudo-comeou.html' title='A pergunta inútil (ou como tudo começou)'/><author><name>Lost, lost, lost</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00662442700724369104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25614841.post-114443214952567367</id><published>2006-04-07T10:46:00.000-07:00</published><updated>2006-04-07T10:49:09.533-07:00</updated><title type='text'>Juvenar, juvenar!</title><content type='html'>Tá frio aqui...&lt;br /&gt;... e acho q está testado!&lt;br /&gt;Desafio agora: postar o conto pedaço a pedaço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25614841-114443214952567367?l=perguntainutil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://perguntainutil.blogspot.com/feeds/114443214952567367/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25614841&amp;postID=114443214952567367' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114443214952567367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25614841/posts/default/114443214952567367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://perguntainutil.blogspot.com/2006/04/juvenar-juvenar.html' title='Juvenar, juvenar!'/><author><name>Lost, lost, lost</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00662442700724369104</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' 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